apanhar ar
mexer na terra receber a luz
mover as sombras
ou segui-lase lá fora chuva
(para a-porfírio)
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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Eliminarainda bem que há pessoas que ainda se molham com a chuva e, pior que isso, que se sentam com ela.
ResponderEliminarainda bem que os telhados
ResponderEliminarnão protegem de toda a chuva
pingos passam por mim
com um sorriso
Estão velhas
estas telhas
gosto delas assim
fazem-me recordar
um certo tempo
(a pensar na Lurdes, na Sinó, no Vitor: a treparmos o tempo de dois em dois degraus...)