nem a mim nem às rosas
iguais que somosem ausência e hora
e assim esta mão
te escrevede solidão e chuva
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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ResponderEliminarÉ só para dizer
ResponderEliminarque parei aqui
sentei-me no silêncio
e levei uma rosa
comigo