a estar com ele
agarrou
uma sombra
que se moviano ar e nas árvores
e depois
riu-se muito
e
perguntou-me sem querer
vê lá se consegues anoitecer
no teu quintalcreio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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