bem aventurados
aqueles
que da
água em poemasrevelaram
o que da
lama
a sua
humana condição
não em
armas fogo ou feridas
mas em
anjos de leveza
iluminados
e que
chegados
onde todos
um dia chegam
já nada de
si levavam
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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