criador
de todas as coisas
que
não conhecem o seu lugarque há no coração humano
essa
ausência que se presta
a
divagações sem fim
e
que afinal nunca estás
senão
na falta que nos fazes(in onde as maçãs crescem, 2020)
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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