diz-lhes
que não me conheces
que sou para ti
uma mão aberta
onde nenhuma outra
te pode encontrar
e podes talvez
dizer-lhes
por que envelheci
que não encontrei um corpo
onde pousar este
coração
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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