para
lembrar o quanto
me
pesas no coração
nas
maçãs nas árvores
nas
folhas cheias de retratos teus
e nesta
dor que não cabe
e por
isso transporto até ao mar
até
depois das casas
e dos
barcos
e aí respire
em silêncio
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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