na minha
língua
crescem os
destroços
deste
mundo
e sou
assim
como tu
a quem só
as rosas
interessam
demiti-me
de todos
os despojos
não posso pedir-te que venhas comigo. nem posso pedir-te que vejas o mesmo que eu vejo. cada qual transporta a si mesmo. também não posso pedir-te que saibas do que eu sei e que todos os dias me acontece desde há muito. repara: estou cego e um cego não pode pedir aos outros que vejam o que ele mesmo não sabe que vê.
ó Deus
que vives
sem lugar
e que nem
o nome te
pertence
e aquele
que traz
uma flor
para dar-te
para
dar-te
como se em
ti
houvesse
mãos
e se
houvesse
seria um
coração
igualzinho
ao nosso
este que
deveria
servir-nos
para amar
não a ti
mas aos
outros todos
e que
afinal
e depois
só nos
serve
para
morrer