a todas as
pessoas que me faltam
esta tão mão
aberta
nas amoras
de setembro
esta
canção que se move
entre o
mar e o deserto
tudo o que
olho à volta
e me falta
o que
mudaram nas ruas
e nas
casas
onde já
não estás
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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