transforma-se a vida
na coisa amada
a janela
a quem damos a mãos
o amor que nenhum
nome pode ter
os filhos
os adorados filhos
esta mão
que se abre
nas suas mãos
o regresso da vida
à coisa amada
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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