hoje encontrei
um peixe de voar
atravessou as nuvens
e a chuva
caminhou no chão
a fazer de formiga
e sombra ao sol
do seu coração
brotou um rio
e uma flor
sem nome
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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