pode um poeta despedir-se dos demais, sem que estes o percebam? pode a existência de um poeta confundir-se com a de alguém que atravessa um rio, uma ponte ou a rua de uma cidade? ou, permitam-me, ainda, a pergunta: pode um poeta tornar-se a tal ponto os seus poemas, que a um dado momento, o que dele resta é uma sombra, um vulto? ou talvez perguntar se pode a existência de um poeta ser aquela coisa silenciosa que ninguém pôde ouvir, ver ou tocar. o grão de uma espiga de milho em voo planado
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