pedes-me
que seja forte
que aguente as mãos
neste lado da fotografia
que há um mundo
onde já não estás
que a estrada é cega
e eu digo-te
que sou forte
quando te amo
e que hei de
amar-te sempre
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença