poesia, Carlos Lopes Pires

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

 

266

 

paul celan cavou no chão

 

nem flores nem pás

saros

 

apenas mortos

 

num quarto muito

escuro rezou

a um deus com os

nomes desses mortos

 

depois abriu

uma janela no mundo

 

e voou

para a terra de

ninguém

 

olá

terra de ninguém

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