não
não estamos sós
por todo o lado o
amor sobrevive
nas casas baixas e
nos quintais
desertos
nas águas sujas e
nos diários sacrifícios
o amor resiste
em silêncio
nele desenhei
um sol
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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