senhor
protegei-me das
elites
essa gente que
se esfrega nas
estradas
que dá nomes
ao que já tem
nomes
os
classificadores
sem coração
e dai-me
de tudo o
infinito
estranhamento
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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