senhor
faz dos meus poemas
as palavras que te faltem
e neles não ausentes a dor
que faz de uma vida
o que ela é
e não os divulgues nem
acrescentes
deles faz
o que ontem de manhã choveu
pois tudo o que houve
foi tanto e era teu
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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