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palhaço
que
nos dás hoje
alguma
coisa de comer
e
que para todo o sempre
julgamos
ser
os
teus palhaços
preferidos
que
por ti
e
depois de ti
fizemos
este circo
a
que chamamos vida
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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