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conheço
bem os velhos
há
muito que me dou
com
eles
e
quando o tempo
se
tornou excessivo
ouvi
os seus passos
vindo
através das árvores
e
foram as minhas mãos
foram
as minhas mãos
trocando
flores com
as
suas
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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