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os
poemas
criam
lugares bonitos
num
mundo
demasiado
feio
para
ser verdade
depois
o poeta vai
por
um caminho fora
desse
mundo
é
quando
se
torna culpado
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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