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nomeio-te
por
entre as telhas
e
outras coisas partidas
nomeio-te
dia de sol
em
minha casa
até
o silêncio
pesa
então
carrego até à porta
estes
dias de chuva
e
deixo o sol
entrar
não
limpes
os
pés
sol
creio que existe em cada um de nós uma zona, um espaço, uma coisa que jamais conseguimos tocar. algo que não conseguimos expressar. uma espécie de segredo. algo que adivinhamos, pressentimos, mas que não sabemos. a isto chamarei o ponto cego da existência. é este ponto cego da existência que dá às coisas um mais-que-as-próprias-coisas. mais que uma sombra existente em cada coisa, o ponto cego da existência revela-nos uma presença
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